Seja dono e não refém do seu negócio

Ter um próprio negócio para chamar de seu é algo que praticamente toda pessoa deseja nos dias atuais. Empreender é uma realidade e, no atual cenário econômico, as vezes até uma necessidade.

No entanto, são poucas as pessoas que conseguem ser donas e não reféns do seu negócio. Desenvolver sua empresa para crescer de forma sadia e dar continuidade as suas ideias é um desafio em todas as escalas. Por isso é que afirmamos: não é ter um CNPJ que te faz empresário, mas sim saber gerir a sua empresa.

Como contadores e educadores financeiros, temos o privilégio de ver negócios começarem, terminarem, prosperarem e quebrarem quase todos os dias. Então veja o que separamos para vocês.

Mas então, como vou ser dono e não refém do meu negócio?

Bom, antes de responder, vamos falar primeiro de alguns conceitos que as pessoas usualmente entendem errado sobre empreendedorismo. Nem sempre empreender é ser disruptivo, mega inovador e próximo unicórnio das startups. Empreender, além de já ser uma realidade e/ou necessidade, é uma prática que produz novos conceitos a partir dos velhos (já existentes), mas ocorre de forma eficaz, utilizando-se de muita criatividade e imaginação.

Ao contrário do que muitos pensam, tornar-se um empreendedor não tem ligação com herança genética ou abrir um CNPJ para o seu negócio. Embora possuir contatos em qualquer área sempre facilite, para ser empreendedor é preciso querer constantemente evoluir o seu negócio e se preparar adequadamente para isso. Afinal, para gerir o próprio negócio, é preciso muito mais do que conhecer a área onde vai atuar, ou apenas ser muito bom naquilo ou naquela tarefa. Isso, na verdade, é o que chamamos de ser bom no Operacional, que nem sempre se traduz em ser bom na Gestão ou nas Vendas.

É muito comum nas empresas você promover o melhor funcionário no cargo para a gerência. Afinal, ele é o melhor pois domina o que faz e conhece daquilo. Porém é muito comum também que o melhor vendedor, p.ex., infelizmente não seja o melhor gerente – as vezes nem um bom gerente. Quando isso acontece, a empresa fica com dois problemas: perdeu o seu melhor vendedor e ainda tem que lidar com um gerente que não corresponde as suas expectativas. Por que estou contando isso? Porque tem tudo a ver com empreender.

Então, o que o empreendedor precisa saber para ter sucesso em seu negócio?

Para tornar-se dono e não refém de seu próprio negócio, o empresário precisa saber em síntese de 3 áreas – Vendas / Operação / Gestão. Tais áreas devem estar muito bem definidas na sua empresa e, para isto, o quanto antes começarmos, melhor.

Como falei anteriormente, o empreendedor que deseja abrir seu negócio porque é o melhor naquilo que faz, se assemelha a “parábola” do vendedor promovido que vira um gerente ruim. Por isso, mesmo que sua empresa seja de uma pessoa só, ter as 3 áreas (ou atuações) definidas em seu negócio se torna tão importante.

O dono do negócio tem que saber vender o mesmo, vender a sua ideia, vender seu peixe como diriam, mas sem que isso sufoque o operacional. Em nossa carreira, já vimos N casos em que os vendedores moviam o mundo para entrar no mercado, prometiam mundos e fundos aos clientes e não conheciam a fundo o seu produto, pois não mantinham contato com o setor operacional. Conhecer seu produto, seus concorrentes e estar atento ao mercado é tão importante quanto olhar pra dentro do seu negócio. Saber até quanto o desconto pode chegar, o prazo pode ser cumprido e ainda fazer um pós-venda para medir a satisfação do cliente é um papel importantíssimo dentro da empresa. Infelizmente conhecemos negócios que quebraram de tanto vender. Parece mentira, mas vendas não cura tudo como dizem.

Já o setor de operação deve ter tarefas claras para cada produtor, para cada membro da equipe e também deve se encarregar de não se distanciar do setor de vendas e nem da gestão, que falaremos a seguir.

AAAAAAAAAaaaaaaaaa a gestão. Negligenciada como ninguém.

Se eu tivesse que falar um único fator para as empresas morrerem eu falaria: falta de gestão. Que isso, por que esse radicalismo? Porque pra gente, a gestão é quem dá liga na empresa, literalmente. Esse “setor” é quem interliga as vendas e a operação, fazendo ambos coexistirem harmoniosamente. Gestão, administração, coordenação, gerência, diretoria, controle, chame do que quiser, mas não deixe de tê-lo, pois estes sinônimos citados sãos os responsáveis também por medir e acompanhar o desempenho de tudo que envolve os outros dois.

Você está dizendo que sem gestão uma empresa morre? Sim! Acertou na mosca. E digo mais: a gestão é o coração da empresa e o financeiro é o sangue! A gestão é quem une tudo, e o financeiro é quem “passa” em todos os órgãos! Por isso, se o empresário, empreendedor, sonhador, tiver uma boa gestão financeira, saberá sempre aonde “estancar” o sangue nos momentos difíceis, como também aonde “bombear” o mesmo nas horas necessárias.

Conhecer os próprios números e saber analisá-los é mais do que necessário para o sucesso do seu negócio e, para isso, conte sempre com a S3R Contabilidade para estar traduzindo estes números e entregando valor para você.

Inclusive, no post anterior, apresentamos uma solução que utilizamos e que nos atende muito bem na gestão financeira, o Conta Azul (clique para conferir).

Para finalizarmos, não julgamos que um setor seja mais importante que outro dentro da empresa, pois isso só traz desavenças e desunião. A empresa é uma só e as 3 divisões ou setores tem sua igual importância. Quisemos aqui ressaltar um pouco mais a gestão por acreditar que, vários empreendedores e empresários, a deixam por último por acreditar não ser importante, ou ainda pensam pequeno e, as vezes por não acreditarem não ter tempo suficiente, deixam a gestão sempre para depois, crescendo assim descontroladamente e sendo reféns do seu próprio negócio.

Investir em gestão e ter controle financeiro, é o que mensura o crescimento do seu negócio e conecta as vendas e a operação.

Vem ser melhor com a gente! Aqui você pode S3R!

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Declaração do IR para MEI: saiba como proceder

O período de Declaração do Imposto de Renda Pessoa Física (DIRPF) já começou e com isso surgem algumas dúvidas. Como fica a declaração do IR para MEI? Há a obrigatoriedade de entrega? Como proceder então, diante dessa necessidade?

Antes de mais nada é preciso ressaltar algumas peculiaridades do MEI. Como empresário, o MEI tem a obrigatoriedade do pagamento da DAS e da entrega da Declaração Anual do Simples Nacional. Essas são as obrigações como empresa. Entretanto, como pessoa física, ele tem também a obrigatoriedade de entrega da DIRPF caso seus rendimentos ultrapassem o limite estabelecido.

Contudo, para calcular esses rendimentos, é preciso antes, diferenciar o que pertence à empresa e o que pertence ao empresário. Somente a partir daí será possível saber se há ou não a necessidade da declaração do IR para MEI. E é isso que a S3R esclarece agora, neste post, para você.

A declaração do IR para MEI é obrigatória em caso de rendimentos tributáveis acima de R$ 28.559,70 no ano base. Ou seja, para a DIRPF 2019, baseia-se nos rendimentos gerados no ano de 2018. Esse valor representa um pouco mais de R$ 2.379,00 mensais. Se você recebeu rendimentos que estão acima desse valor, já pode começar a preparar sua declaração do IR. Se recebeu um valor menor que o estabelecido, pode ficar tranquilo pois não há obrigatoriedade de entrega para você. Lembrando que, mesmo não havendo a obrigatoriedade, não significa que você não possa declarar. Falamos sobre isso anteriormente. Para saber mais clique aqui!

Mas como proceder a entrega da declaração do IR para MEI?

Parece complicado, mas não é. Veja só! Pegue a receita total recebida no ano e deduza todas as despesas vinculadas ao negócio. Água, luz, telefone, valores investidos em compra de mercadorias, locação, tudo isso é válido na hora dessa dedução. Esse é o seu lucro.

Feito isso, é hora de calcular qual parte da sua receita brita estará isenta de imposto. Para isso, basta aplicar a alíquota sobre a receita bruta conforme o tipo de atividade. Para comércio, indústria e transporte de carga a alíquota é de 8%. Para transporte de passageiros, o valor aplicado é de 16%. Já para serviços em geral, aplica-se o percentual de 32%. Esse é o valor que será usado na seção “Rendimentos Isentos – Lucros e Dividendos Recebidos pelo Titular” na sua DIRPF.

Em seguida, subtraia o valor da parcela isenta do lucro encontrado. Esse valor será informado na seção “Rendimento Tributável Recebido de PJ” na sua DIRPF. Caso o empresário possua outros rendimentos além do MEI, estes também devem ser informados na declaração.

Quer um exemplo prático de como fazer esse cálculo? A S3R te dá um!

Suponhamos que um MEI que atue no setor de serviços tenha uma renda bruta anual de R$ 65.000,00. Além disso, suas despesas comprovadas com seu negócio somam R$ 10.000,00.

Assim, ele terá um lucro evidenciado de R$ 55.000,00. Veja:

 R$ 65.000,00  – Renda bruta anual

(R$ 10.000,00) – Despesas comprovadas MEI

R$ 55.000,00  – Lucro

É hora de calcular a parcela isenta. Para isso basta aplicar a alíquota sobre a receita bruta, que no caso, por atuar no ramo de serviços, é de 32%. Dessa forma:

R$ 65.000,00 x 32% = R$ 20.800,00

Finalmente, calcularemos então o valor a ser tributado, deduzindo o valor da parcela isenta do lucro encontrado anteriormente. Saca só:

 R$ 55.000,00  – Lucro

(R$ 20.800,00) – Parcela isenta

 R$ 34.200,00  – Parcela tributável

Como o valor encontrado é maior que o estabelecido, será obrigatória a entrega da declaração do IR para MEI. Assim sendo, ao proceder a declaração devem ser informados os seguintes valores encontrados: R$ 34.200,00 na ficha de Rendimentos Tributáveis PJ e R$ R$ 20.800,00 na ficha de Rendimentos Isentos – Lucros e Dividendos Recebidos pelo titular.

Viu só como é simples a entrega da declaração do IR para MEI? Com toda a certeza, para esclarecer questões como essa, conte conosco. Afinal, aqui você pode S3R!